FIM DO VOTO SECRETO NO CONGRESSO NACIONAL

Fim do Voto Secreto no Congresso Nacional

Assine a petição

“Precisamos saber se realmente estamos sendo representados por quem elegemos. Chega de manobras anti-democráticas. Chega de omissão/proteção. Queremos nossos interesses representados com transparência. Queremos o Fim do Voto Secreto no Congresso Nacional”

O noticiário político recente deixou a nítida impressão de que a utilização do voto secreto, nos órgãos legiferantes, seja algo espúrio, ou de certa forma menos digno, que se preste apenas para a concretização de manobras escusas, de enriquecimentos ilícitos e de ilegalidades diversas. Todos parecem acreditar que o voto secreto seja necessariamente uma imoralidade, porque o povo tem o direito de saber como votam os seus representantes.

Não há dúvida de que o eleitor tem o direito e até mesmo o dever de acompanhar a atuação dos seus representantes. Voto aberto já!

Clique aqui para assinar a petição e envie para todos:

http://www.avaaz.org/po/petition/Fim_do_Voto_Secreto_no_Congresso_Nacional_7/?bNrZHdb&v=23483

BELAS HISTÓRIAS DEVEM SER CONTADAS E RECONTADAS…

Das barrancas do Rio Gavião

12 jul 2009 – 08:42

De Jorge Eduardo, publicado no Blague do Blog ( www.blaguedoblog.blogspot.com):

Das barrancas do Rio Gavião: Chico e Elomar, Elomar e Chico, Elomar e Jadher Assunção

Título ininteligível, aqui nas araucárias. Explico. Tive como colega em um curso de processo do trabalho (sim, somos operadores do direito, né?), hoje amigo véio, o Francisco Silva, baiano de Vitória da Conquista – terra do fotógrafo Alberto Baiano Viana, de quem já sabia ser primo do Cara abaixo -, que volta e volta escreve neste blog. Num dos intervalos de aula o Chico me disse de onde era e eu, mania de localizar, identifiquei-o: “Terra de Elomar”. Chico arregalou os olhos, como se identificasse alguém próximo, mas desconhecido, por aí. Daí começa nossa amizade de infância. Pois bem. O dr. Francisco, o Chico, me escreve de Vitória da Conquista para contar que está em casa de Elomar e o pessoal, meio que admirado, gosta da lembrança deste curitiboca. Mas quem sou eu? E não é que Elomar e família gostaram de saber que em Curitiba tem macaca de auditório do Bode? Pois tinha sempre e ainda tem. Lembro-me do querido amigo Aramis Millarch (consultem www.millarch.org), o primeiro aqui por estas bandas a saudar o grande Elomar. Se não me engano, outro querido amigo, o Luiz Augusto Xavier, que na época escrevia sobre música, também escreveu sobre Elomar. Não me lembro de quem peguei carona, se de um deles, se do Kubrusly (na época, na Som 3, acho eu), e lá fui eu, pobre criança, atrás do Elomar, nas lojas de discos. Achei o seminal “Nas barrancas do Rio Gavião”. Meu amigo Roberto José da Silva, irmão siamês com quem compartilho gostos idênticos, mas algumas diferenças ideológicas (ele é tucano, eu sou khmer vermelho), vinha também de Elomar (não lembro se no mesmo tempo, mas consideremos que foi). É ele, mesmo, o Zé Beto do blog do Zé Beto, embora goste mais de chamá-lo de Roberto.
Quando, enfim, começo dos anos 80, Elomar vem a Curitiba, com Xangai, num dos encontros batizados de Parcerias Impossíveis (idéia e execução da querida professora e amiga Lúcia Camargo, hoje em São Paulo), no Teatro Paiol, tendo como “parceiro” o gigante Fausto Wolff (Aramis deve ter informado o nome certo dele, data de nascimento, livros publicados etc.), lá fui eu correndo. E lá foi o Roberto José da Silva. Não o vi lá, que me lembre, mas tenho certeza que o xipófago lá estava.
Foi inesquecível.
Como o blog é meu, posso me alongar, e quem não gostar, desligue.
Soube depois por um assessor do prefeito Jaime Lerner que Elomar ficou preocupado com Fausto, que bebeu o frigobar dele e de todos. “Por que você bebe tanto?”, perguntou o Bode, na primeira noite do hotel. “Estou com câncer e vou morrer logo”, respondeu o Fausto. E continuou tomando o que estava e o que não estava no trato, no hotel e no Paiol. Pero lúcido, sempre.
O fato é que Fausto Wolff só morreu agora e aquela noite foi genial.
Elomar (Xangai encheu o saco) fez um show inesquecível.
Elomar, pelo menos para mim, é como um daqueles mestres de artes marciais que descobriram o caminho e se recolheram.
Quem quiser que vá procurá-lo no seu terreiro. Ele ensina se o candidato merecer.
Eu era muito jovem (hoje sou um senhor) quando ouvi e depois vi Elomar Figueira (de) Mello, arquiteto (com diploma), criador de bodes, violeiro, criticando os urbanóides.
Eu queria ser escritor, viver longe dessa loucura, dessa palhaçada (no mau sentido) que é a cidade grande. Escrever minhas bobagens, ler muito, ouvir Elomar e muito jazz, esta a música de minha alma, fora Bach e Beethoven – o resto, no bom sentido, vem depois: Beatles, Stones, Weather Report, Mozart, Chico, Noel, Rosinha (de Valença), Caetano, Gil, Gal, Elis, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Astor Piazzolla, Hermeto (um Elomar da cidade), Egberto (um Elomar do mundo) etc. e tal.
Como já falei demais, reproduzo, com muito orgulho, o bilhete do Francisco, meu amigo Chico, que me escreve da casa (digamos que sim) de Elomar.
Depois encontrei o duplo (LP, moçada) “Na quadrada das águas perdidas”, genial. Deve estar na biblioteca do Congresso dos EUA. Na minha discoteca também está.
Conclamo meu amigo Roberto, o Zé Beto temido do blog, a trazermos – às custas de outros, por óbvio – o Elomar a Curitiba. Até para tocar em minha casa (onde já há um espaço para Rosa Passos e João Gilberto).
O Chico traz (viu o verbo no presente, Chico?)o Santo Bode amarrado.

Leiam, depois do bilhete, que me deixou muito feliz, artigo de um garoto, o Jadher, cujo texto tem leves tintas euclidianas, um pouquinho (mas só um pouquinho) de confusão adolescente sobre música e mundo, sobre Elomar Figueira de Mello. O guri é gênio, só tem 17 – aos quais queremos volver.

Neste sábado, quando instalar um novo equipamento de som aqui em casa (agora quase um em cada cômodo, minha casa musical), que ganhei de meu cunhado Paulo(toca-discos Garrard, amplificador Polivox, seus despeitados!!!), vou tocar Nas barrancas do Rio Gavião.

Longa vida a Elomar.
Longa vida a todos nós para que possamos ouvi-lo.

Leiam o recado do Chico, direto de Vitória da Conquista, da casa de Elomar.

E pesquem no link o belíssimo texto de um guri de 17 anos, o Jhader, – cracaço.

Amigo Jorge Mosquéra,
Estou neste momento me dando ao desfrute de visitar e ser convidado para almoçar na casa do Elomar Figueira. Falei de você e do fã que é do Elomar. Ficaram todos muito satisfeitos, e para mostrar o quanto nós não estamos sós nesse fã clube, abaixo está um site que tem uma matéria de um garoto de 17 anos de Salvador tecendo os mais elogiosos comentário ao velho “Bode” assim como ele o chama.
Abraços,
Francisco Silva Filho

Eis o guri:

http://www.mandacarudaserra.com.br/noticias

CORINTHIANS EM NOME DO PAI!

Corinthians: em nome do pai!

publicada domingo, 24/03/2013 às 00:41 e atualizada domingo, 24/03/2013 às 21:37

 

Conheci o Marcos Junior (autor da belíssima crônica que publico abaixo) semana passada, ao visitar (a convite do jornalista Ednilson Valia) a Redação do Terceiro Tempo, de Milton Neves. O dono do site é santista, mas a Redação é majoritariamente corinthiana. A visita (aqui, o registro publicado no site Terceiro Tempo) durou mais de duas horas – tempo em que Ednilson, Marcos e eu falamos (um pouco) sobre jornalismo e (muito mais) sobre a paixão que nos une: a paixão pelo Corinthians. (Rodrigo Vianna)

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por Marcos Junior, no Terceiro Tempo *

Meu pai, assim como eu e milhões de brasileiros quis ser jogador de futebol.

Eu era bem pequeno, início dos anos 70. Em frente ao prédio em que tínhamos apartamento, em Praia Grande, litoral de São Paulo, havia uma praça, hoje conhecida como “Praça das Cabeças”.  A praça não tinha bancos, jardim, coreto ou chafariz. No lugar deles, mato e duas traves de futebol. Da calçada, morrendo de vontade de estar entre eles, vi meu pai driblar, marcar gols e deixar seus companheiros de time na cara do gol.

Por isso, e só por isso, tenho certeza que ele teria sido um craque.

Nascido em 1935, ele poderia ter feito tabelinhas com Luizinho “o Pequeno Polegar”, aproveitado os cruzamentos de seu maior ídolo, Cláudio Cristóvam de Pinho e mergulhado de peixinho para fazer um gol contra o Palmeiras.

Teria ajudado Idário, o valente lateral-direito corintiano a enfrentar Canhoteiro, do São Paulo e Rodrigues Tatu, do Verdão.

Cruzaria todo o campo para dar um abração em Gylmar dos Santos Neves, o maior goleiro que ele viu jogar, para comemorar um gol.

Tal qual um Quixote, duelaria contra Bauer, Rui e Noronha para ver o seu Corinthians derrotar o temível São Paulo.

Dificilmente ele conseguiria vestir outro uniforme que não fosse aquela camisa branca e aquele calção preto do time de Parque São Jorge.

Não, meu pai não seria o profissional que troca de time a cada ano. Seria fiel.

 

Seu amor pelo Corinthians talvez fosse capaz, até, de reduzir os longos anos em que o Santos de Pelé fez “gato e sapato” do Timão.

Fico até sem jeito, nesse dia dos pais, por reconhecer que nunca conseguirei lhe dar um presente tão precioso quanto ele me deu: o amor pelo futebol.

As noites em que chegava cansado do trabalho e não media esforços para me levar ao Pacaembu, em meados dos anos 70.

Chegávamos 15 minutos antes do início da partida, comprávamos o ingresso sem quaisquer atribulações e acelerávamos as batidas de nossos corações no compasso dos surdos de nossa torcida.

Meu pai, que estacionava o carro na Praça Charles Miller, sempre parava na mesma barraca do sanduíche de calabresa com cebola. Saboreava com um copo de guaraná.

Eu, na “curvinha” do Pacaembu, naqueles bancos cor-de-laranja de madeira, esperava pelo vendedor de cachorro-quente.

– “Com mostarda, por favor!”, meu pai pedia ao vendedor para que me servisse.

Um cone de papel azul com listras brancas guardava um punhado de amendoim torrado e salgado, que eu comia sem parar. Tomava suco de laranja, marca “Dico”.

A sobremesa era um picolé de chocolate.

Reconheço hoje, tantos anos depois, ao lembrar o dia 22 de dezembro de 1974, o momento que me deu a exata noção do amor do meu pai pelo Corinthians.

Naquele começo de noite, estávamos em casa, amargando 20 anos sem conquistar um título.

Vimos o Palmeiras derrotar o Corinthians na final do campeonato paulista.

Era hora da “janta”, como a gente dizia. Minha mãe havia feito um ravioli caprichado, com um molho de tomate encorpado que só ela sabe fazer.

Lembro de uma lágrima minha caindo sobre aquele prato de massa gostosa, nadando naquele denso molho e coberto por parmesão ralado. Ralado grosso, como deve ser um bom parmesão que cobre uma pasta.

Meu pai não comeu. Subiu calado para o quarto. Queria ficar sozinho.

Um pouco depois eu subi os degraus do sobradinho para vê-lo. A porta do seu quarto estava fechada. Trancada à chave. No auge dos meus oito anos tentei observá-lo pelo buraco da fechadura, mas não o avistei.

Em silêncio ouvi seu choro. Eu nunca tinha ouvido meu pai chorar.

É verdade que depois meu pai teve muitas alegrias com o Corinthians. Foram tantos títulos que dá até para perder a conta.

Mas se eu pudesse pedir só uma coisinha para Deus nesse dia dos pais, pediria para ser o goleiro Buttice, naquele 22 de dezembro de 1974.

O goleiro do Corinthians que chegou a tocar na bola chutada pelo centroavante alviverde Ronaldo.

Pai, eu defenderia aquela bola. Só para não tê-lo ouvido chorar.

O gol de Ronaldo, na final do Campeonato Paulista de 1974. Reprodução/YouTube

 

 

 

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* O texto foi publicado no Dia dos Pais de 2010.

DEU NA INTERNET…

Deu na Internet:

 

247 – No dia 14 de março deste ano, o fundo 3G, do bilionário Jorge Paulo Lemann, protagonizou a maior aquisição da história da indústria alimentícia. Por US$ 23 bilhões, ele e seus sócios compraram a gigantesca empresa norte-americana Heinz, dona da principal marca de ketchups do mundo.

Negócios desse porte sempre obedecem a critérios claros e objetivos. No caso da Heinz, o 3G pagou o equivalente a duas vezes o faturamento da Heinz, de US$ 11,5 bilhões no ano passado, e 19 vezes o lucro da companhia. Essa relação preço/lucro, o chamado P/E (price/earnings), é o principal parâmetro utilizado em avaliações de empresas. Uma relação de dez vezes o lucro, muitas vezes, é adequada numa aquisição, mas há também casos em que se pagam prêmios, como no caso da Heinz.

Nada, no entanto, é comparável ao negócio fechado por Lemann e Verônica Serra, sócios do fundo Innova, na compra de 20% da minúscula sorveteria Diletto, de Cotia (SP), por R$ 100 milhões. A empresa, que tem dois anos de vida e fatura R$ 30 milhões por ano, foi avaliada em R$ 500 milhões. Ou seja: 17 vezes o faturamento. Se o critério utilizado na Heinz fosse semelhante, a empresa americana valeria US$ 195,5 bilhões, e não os US$ 23 bilhões pagos pelo 3G. A relação preço/lucro da Diletto é desconhecida, uma vez que seus números não são públicos e não se sabe sequer se a companhia começou a lucrar.

Procurados pela reportagem do 247, nem o fundo Innova nem o bilionário Lemann informaram quais foram os critérios que embasaram a aquisição. Por exemplo, quem fez a avaliação e quais foram os parâmetros utilizados?

Verônica, como se sabe, é filha de José Serra e teve seus negócios esquadrinhados no livro “Privataria Tucana”, um best-seller publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior.  Depois de uma bolsa de estudos em Harvard, concedida pelo próprio Jorge Paulo Lemann, ela se tornou gestora de fundos de investimento, ao lado do marido Alexandre Bourgeois.

Lemann, por sua vez, foi diretamente beneficiado no governo FHC, pela decisão mais importante de sua trajetória empresarial: a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, da fusão entre Brahma e Antarctica, ocorrida em 1999, que lhe deu 70% do mercado brasileiro.

Naquele momento, o Cade era presidido por Gesner Oliveira e José Serra era candidato à sucessão de FHC. Serrista de carteirinha, Gesner se tornou presidente da Sabesp, estatal de saneamento, no governo tucano. E, depois da fusão Brahma-Antarctica, o Cade jamais voltou a permitir a realização de outros atos de concentração de mercado tão intensos. Por exemplo, ao comprar a Sadia, a Perdigão se viu forçada a vender vários ativos.

Leis que restringem monopólios existem nos Estados Unidos desde o início do século passado para proteger indivíduos e consumidores do poder das grandes corporações. Recentemente, ao tentar comprar a cervejaria mexicana Modelo, Lemann teve suas pretensões barradas por autoridades regulatórias dos Estados Unidos, país onde ele também enfrenta a acusação de aguar a cervejaria Budweiser, prejudicando a qualidade de um ícone americano, em favor do lucro.

O caso Diletto é tão fora dos padrões que gerou até uma movimentação atípica, nos meios de comunicação, para preservar as imagens de Lemann e de Verônica. Nas reportagens, o nome da filha de Serra aparece no fim, quase escondido. Além disso, embora a transação tivesse sido anunciada na noite de segunda-feira, uma reportagem-exaltação já aparecia impressa, na manhã do dia seguinte, na versão brasileira da revista Forbes, sobre o “estilo Lemann” e o porquê da decisão de entrar no mercado de sorvetes.

Em reportagem anterior do 247 sobre o caso diversos leitores levantaram uma questão intrigante: será que, por meio de uma aquisição totalmente fora dos parâmetros tradicionais, recursos oriundos da chamada “privataria” estariam sendo internalizados no Brasil?

REINVENTANDO

REINVENTANDO

REINVENTANDO

O dia –a – dia está cada vez mais repetitivo e chato…
A música que escutamos saindo dos carros são tão ruins que não precisamos mais de rádios….
Quando paramos para escutar as novas notícias cheias de lados,pois é a imprensa agora tem lado…lado da burguesia caquética brasileira…então defende o negro desde que seja presidente do STF,defende um papa que defendeu a ditadura,desde que seja argentino e seja contra a atual presidente.
O que nos salvará?
Quem sabe uma mudança de rumo,sair um pouco do óbvio do dia a dia e sair descobrindo caminhos,como escrever melhor?
Como escrever um roteiro pra cinema e nunca colocá-lo em prática…
Acho que chegou minha hora…vou fazer nada……Tchau!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!